terça-feira, 21 de maio de 2013

QUANDO UM DENTE NECESSITA DE UM TRAT. DE CANAL?


QUANDO UM DENTE NECESSITA DE UM TRAT. DE CANAL?
        O tratamento de canal é indicado para duas situações:

·         Quando a polpa se apresenta com uma inflamação (pulpite) irreversível, ou seja, não cessa e tende a piorar. Nos casos de pulpite, o paciente sente muita dor e geralmente não alivia com analgésicos. Se o profissional tiver dúvida quanto ao estado da inflamação da polpa – reversível ou irreversível – sempre vale a pena fazer um curativo na expectativa que a polpa volte ao normal (o dente para de doer) e, assim, evita-se um tratamento de canal.
·         Quando a polpa perde a vitalidade (necrosa) e compromete a estrutura que envolve a raiz (ligamento periodontal e osso). Muitas vezes, a polpa necrosada não causa dor. Porém, quando ocorre uma infecção (com formação de pus – abscesso), a dor está sempre presente.

                          
O Que é a Polpa Dentária e o Que Pode Afetá-la?

         A polpa dentária é formada por vasos sanguíneos, linfáticos e nervosos. Ela é situada no interior do dente e é a responsável por manter o dente irrigado e enervado, ou seja, ela mantém o dente vivo. Além disso, ela possui vários mecanismos de defesa para estacionar uma cárie.
         A polpa pode ser afetada por cáries, traumas, restaurações com resina composta ("brancas") sem forramento (cimento protetor da polpa), doenças periodontais avançadas e bruxismo (ranger os dentes).

Como Podemos Evitar Um Tratamento de Canal?

         Quando a polpa dentária é atingida por uma cárie ou por um trauma, ela se defende com uma inflamação (pulpite) inicialmente, ela é reversível (pode voltar ao normal) e se agravar, tornar-se irreversível (não cede e tende a piorar). Essa inflamação (pulpite) é, de certa forma, necessária para uma determinada reparação da polpa (que está afetada). O que varia de um caso de pulpite para o outro é o grau da inflamação: quando a inflamação é pequena, ela é reversível, ou seja, depois de um tempo (e um tratamento), a polpa volta ao seu estado normal. Com a pulpite reversível, o paciente já sente muita dor, mas é possível evitar um tratamento de canal. Para tanto, o profissional deve fazer um curativo (com medicamento para a polpa) e, se o dente em questão não causar dor durante mais ou menos os 40 dias após essa consulta de emergência, ele pode ser restaurado.
         Quando a inflamação é mais intensa, ela é irreversível, ou seja, ela não cede e tende a piorar. O dente em questão não para de doer e os analgésicos não dão efeito. Nesse caso, o tratamento de canal é necessário.
         Portanto, o ideal é, sempre que sentirmos alguma dor de dente, devemos ir logo a um (bom) dentista porque esse grau de inflamação agrava muito com o tempo.
         Outra questão é que as cáries têm formação interna, ou seja, geralmente elas se formam no interior dos dentes e muitas vezes as cáries crônicas (que se desenvolvem lentamente) não causam nenhuma dor. Nesses casos, o paciente só percebe que tem uma cárie quando mastiga algo mais duro e quebra o dente, que estava praticamente oco, devido ao tamanho da cárie que ele tinha. Infelizmente é comum o paciente perceber ao mesmo tempo que o dente dele estava com uma grande cárie que acabou mortificando a polpa (necrose). O tratamento de canal é imprescindível.
        Assim, para se evitar um tratamento de canal é importante não ficarmos muito estressados (conscientizando nossas emoções negativas – raiva, medo, inveja etc) porque as cáries dentárias e os traumas surgem com o nosso estresse emocional descontrolado.


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        Além disso, recomenda-se visitar um bom profissional pelo menos uma vez por ano para ele verificar se temos algum problema dentário. Afinal , é melhor prevenir que remediar.

Causas Psicossociais das Dores de Dentes e as Emergências Dentárias
                Há dois problemas dentários, que envolvem a polpa, e que nos levam a um tratamento de emergência:
·         Inflamação da polpa (pulpite), que causa dor aguda, violenta, constante e não cessa com analgésicos, sendo a mais forte das dores de dentes. Como já explicamos, se o estado da polpa estiver reversível, é possível, numa consulta, aliviar a dor do paciente e conservar o dente vivo (com polpa) porque existe uma possibilidade dessa inflamação regredir (a polpa volta ao normal) com um simples curativo.

·         Abscesso periapical: a polpa já está comprometida, em necrose (morte). Forma-se uma lesão óssea em volta da ponta da raiz (região chamada  periápice), que provoca dor constante, latejante e inchaço no rosto, com formação de pus. Nesse caso, é necessária a drenagem do pus, que é realizada através da abertura do dente em questão. Para auxiliar a combater essa infecção, o paciente necessita tomar um antibiótico específico.

         Um aspecto muito importante que devemos salientar é que por trás de uma situação de emergência com dor, sempre está presente um fator psicossocial relacionado.
       Vários indivíduos não tratam regularmente dos dentes porque muitos têm medo (fobia), outros não têm condições econômicas e outros, ainda, negligenciam a saúde oral por alienação. Além do mais, há aqueles que recebem um mau tratamento dentário (que causam iatrogenias – doenças causadas pelo profissional de saúde).
        A falta de tratamento dos dentes que necessitam ou o mau tratamento dentário são os principais fatores que levam a pessoa a ter uma emergência dentária. Porém, como existe sempre o aspecto psíquico que não pode ser desprezado, qualquer indivíduo pode ser atendido de urgência devido a uma somatização na boca.
Somatização é o processo de transformar as emoções, com as quais não lidamos, em doenças orgânicas. Isso ocorre fora da percepção do indivíduo, que sente só os sintomas (como a dor), não vendo a verdadeira causa das doenças físicas, que é psicológica.
        A intensidade da dor que a pessoa sente está ligada diretamente ao seu estado emocional, isto é, quanto mais tensa ela estiver, mais dor ela vai sentir.
       Quando um cliente vem ao consultório com uma situação de emergência obviamente nós executamos o tratamento necessário, ou seja, cuidamos do problema orgânico, aliviando a dor do paciente, mas não desprezamos o aspecto psicossocial que o levou a adoecer porque sabemos que a recuperação e reparação do organismo dependem bastante do próprio cliente (aceitação da consciência) e quanto mais calmo ele estiver, melhor e mais rápida será a recuperação.

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